Oficina de Música teve público de 50 mil pessoas em 250 eventos

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Em cada canto da cidade, uma apresentação. Foto Daniel Castellano - SMCS

Ritmos variados embalaram a cidade, da música erudita à tecnológica instrumental, do jazz ao forró, dos ritmos do Sul ao Nordeste, a MPB de muitos sotaques e histórias

Nos 12 dias de programação, a 36ª Oficina de Música de Curitiba levou a 14 espaços culturais da cidade aproximadamente 50 mil pessoas, que assistiram aos concertos e shows. Nesta edição, foram 250 eventos, 60 deles gratuitos. 

De 16 a 27 de janeiro, ritmos variados embalaram a cidade, da música erudita à tecnológica instrumental, do jazz ao forró, dos ritmos do Sul ao Nordeste, a MPB de muitos sotaques e histórias. A edição teve homenagens a Waltel Branco (1929-2018), maestro e arranjador paranaense reconhecido internacionalmente. “Uma figura esplêndida da nossa história, da história do mundo, do universo”, lembrou o diretor da Orquestra à Base de Sopro, Sérgio Albach.

Em cada canto da cidade, uma apresentação. “Comemoramos a acolhida que a cidade deu aos 2.000 alunos, 80 deles estrangeiros, aos 110 professores e o sucesso de público, em todos os espetáculos apresentados ao ar livre, nos parques, nos teatros, nas igrejas, que encerrou com a ópera de Bizet, onde as crianças de Sevilha foram vividas por 80 curitibinhas”, comemorou o prefeito Rafael Greca.

Inclusão

Pela primeira vez, pessoas com deficiências visual e física tiveram a oportunidade de aprender e mostrar o talento em três oportunidades. Na Oficina de Percussão Especial, tiveram aula com o músico Luciano Candemil, percussionista e compositor que trabalha como professor na Educação Especial voltada para o desenvolvimento rítmico-corpora. E também nos cursos Raízes da Música: Elementos do Som e da Apreciação Musical para Pessoas com Deficiência Visual e Fundamentos do Sistema Braille e da Musicografia Braille, ambos com o professor Luiz Amorim.

“Agradeço muito, por mim e pelos alunos, a acolhida. Essas oficinas fizeram de Curitiba uma cidade mais inclusiva, mais acessível, um lugar mais acolhedor para todos. Curitiba foi exemplo”, disse Amorim.

Missão cumprida

A Oficina de Música chegou ao fim com sucesso, garante o presidente do Instituto Curitiba de Arte e Cultura (Icac), Marino Galvão. “Concluímos nosso objetivo, chegamos aonde queríamos chegar. O resultado disso é o que vimos todos os dias: casas cheias, os espaços muito concorridos, a presença do público em todos os tipos de eventos, isso é muito gratificante”, comemorou Marino.

Agora é pensar em 2020, disse o diretor da Oficina de Música Popular Brasileira e de Música Instrumental e Tecnologia, João Egashira. “A gente não para. Já temos pensado em muitos de professores, músicos, compositores. Uma Oficina desse tamanho se realiza através de um extenso trabalho de pesquisa e parceria”, contou Egashira.

A equipe da Oficina de Música foi coordenada por Janete Andrade. “A Oficina é maravilhosa, é o esforço de muita gente envolvida. Quando você chega ao final, vê olhar de esperança em cada um desses meninos que estiveram nos palcos. Saber que você contribui e orientou para que isso acontecesse, faz tudo valer a pena”, disse Janete.

A 36ª oficina de Música de Curitiba, organizada pela Prefeitura de Curitiba, teve o apoio cultural da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), Universidade Federal do Paraná (UFPR), Escola de Música e Belas Artes do Paraná (Embap), do Centro Cultural Teatro Guaíra e da Família Farinha. Foi patrocinada pela Sanepar, Copel Telecom e Caixa Econômica Federa, realizada pela Prefeitura de Curitiba, FCC e Icac e beneficiada pelas leis de incentivo à cultura do governo federal e do Estado do Paraná.

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